Se há momento e lugar em que uma intervenção externa se justifica,é na Birmânia e é agora.
Os contextos podem variar, mas quando está em risco a sobrevivência duma população às mãos de quem, alegadamente, a governa, maior o imperativo ético e a urgência.
Assim foi feito em Timor, felizmente.
Já não foi feito no Ruanda (1 milhão de mortos), nem no Darfur (centenas de milhares de mortes e continua).
A realpolitik, a indolência dos governos vizinhos, os custos económicos duma intervenção humanitária apoiada por uma acção militar, são factores que levam a melhor nestas situações.
No fim, podemos sempre perguntar: para que serve a O.N.U.? Mas também é esta uma pergunta ingénua, veja-se o esforço do actual secretário-geral para movimentar vontades e boas-vontades ou, mais simplesmente, para agitar consciências.
