Pouco posso dizer sobre esta polémica entre ministra da educação e professores, excepto que não atribuo aos professores a responsabilidade pela miséria que grassa na educação em Portugal nos últimos seiscentos e tal anos (mais ou menos o tempo de existência do ensino universitário neste país).
Qualquer que seja o balanço, as responsabilidades devem começar pelos governos e políticas ministerais, antes de passarem aos empregados (os quais, em boa verdade e em boa parte, nem têm um contrato de trabalho decente).
Mas não é disso que vou falar, porque pouco ou nada entendo. Só quero manifestar o meu regozijo por ver quem se sente afectado por políticas que entendem injustas, sairem à rua em número, vitalidade e ordem. Se o fazem sem direcção de sindicatos e partidos, tanto melhor. E se estes, de algum modo, participam nessa dinamização, melhor ainda.
