(…) Ora, este duplo desaparecimento – dos mercados nas cidades e dos produtores em seu redor – é um incentivo criminoso ao abandono dos campos. E se, por maldade ou incúria dos homens – como acontecerá se o Bolhão for destruÃdo – se quebrarem os elos duma cadeia vital, os resistentes de hoje serão os desistentes de amanhã e o que é, ainda hoje, espaço natural, produtivo e saudável, será amanhã… mais cidade!
Esta polÃtica surda mas consentida chama-se “desertificação” porque expulsa os camponeses para a cidade e os cidadãos da cidade para as catacumbas das “grandes superfÃcies”, quase sempre insaciáveis gastadores de energia e, não raro, indecorosos poluidores e predadores de recursos mas com perigosas cores a vesti-los. (Manuel C. Fernandes in JN)